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20 ANOS DEPOIS... A Quadrante Sul está de volta! Após longa espera, os apreciadores do quadrinho nacional poderão conferir o resultado da soma de esforços de duas dezenas de quadrinhistas e seus editores: Alex Doeppre, Daniel HDR, Denílson Reis, Gervásio Santana e Marcelo Tomazi. Agende-se para a rodada de lançamentos: 09/11/09 (segunda-feira), às 20h no IV Mutação na Feira - 55ª Feira do Livro de Porto Alegre (área infanto-juvenil) 14/11/09 (sábado), às 20h no Gibi Bar - Rua Bento Figueiredo, 72 - Bom Fim - Porto Alegre - RS - Informações: gibibar@gibibar.com / www.gibibar.com / http://gibibar.blogspot.com / (0xx)51 3028-2530 21/11/09 (sábado), às 19h na Livraria Cultura – Bourbon Country – Porto Alegre 28/11/09 (sábado), às 15h na Revistaria TexBR - Av. João Pereira de Vargas, 122/sala 3 - Centro (ao lado do túnel) - Sapucaia do Sul - RS - Informações: (0xx)51 3034-3433 Contatos e pedidos: quadrantesul@ymail.com Caixa Postal nº 21 - Porto Alegre/RS - CEP: 90001-970
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 10h28
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CONSCIENTE POESIA NEGRA Em celebração ao Dia de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra, 20 de novembro, o Sesc de Nova Friburgo promoverá a roda poética “CONSCIENTE POESIA NEGRA” no dia 25 de novembro, quarta-feira, às 19h. A orientação será do poeta Sérgio Bernardo. A partir dos poetas negros do século 19, Luiz Gama e o simbolista Cruz e Souza, passando por Lino Guedes e Solano Trindade, primeiros no século 20 a desenvolver uma poética de fato consciente, no sentido de exaltação da cultura afro-brasileira e da questão do negro na vida social e política do Brasil, se chegará a poetas como Silveira Oliveira, Paulo Colina, Abdias do Nascimento e Oswaldo de Camargo, entre outros. Ampliando o cenário, será dada uma panorâmica na poesia de dois países da África lusófona, pela voz de poetas como Aguinaldo Fonseca e João Rodrigues, de Cabo Verde, e Manuel Guedes Lima e Ana Santana, de Angola. O evento será aberto ao público em geral. Grátis. 12 anos. Telefone para informações: (22) 2543-5000 RESUMO O quê? Roda poética “CONSCIENTE POESIA NEGRA” Quando? 25/11/2009, às 19h Onde? Sesc Nova Friburgo (Av. Presidente Costa e Silva 231) Quem? Orientação de Sérgio Bernardo
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 10h35
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I CONCURSO DE POESIA POETIZANDO REGULAMENTO
O participante poderá concorrer com até 3 poesias de sua autoria, tema livre, com no máximo 20 linhas cada uma, em 3 vias, datilografada ou digitada tamanho Arial 12, de forma legível, em papel sulfite A4, com apenas o material poético, o pseudônimo e taxa de inscrição de R$ 5,00 para despesas de concurso. O trabalho deverá ser entregue em envelope lacrado (sem remetente, somente destinatário), contendo em seu interior outro envelope menor, lacrado e preenchido por fora com o título das obras (se houver) e pseudônimo, com os dados: Nome completo, endereço completo com CEP, pseudônimo, telefone e e-mail (se houver). Serão escolhidos os três melhores trabalhos, com premiação em livros, certificado de participação e publicação na revista Poetizando e blog dos 3 primeiros colocados. Os resultados e data de premiação do concurso estarão no blog da revista Poetizando: www.revistapoetizando.blogspot.com. Todo material poético enviado não será devolvido. Não serão aceitos trabalhos nem inscrições pela internet. As decisões serão irreversíveis. Serão desclassificados os trabalhos fora do regulamento. Enviar o trabalho para: I CONCURSO DE POESIA POETIZANDO - Av. Eng. Luís La Scala Jr., 186 – CEP: 11075-150 – Santos/SP
[Por Eunice Mendes e Walmor Colmenero, editores da revista Poetizando]
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 14h28
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1º CINEAMOR Cenário romântico que inspire a produção de filme. Acertou quem pensou em Nova Friburgo como pano de fundo para o 1º CINEAMOR, um Festival de Cinema que ocorrerá na mais bela e cinematográfica cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro. O evento está programado para o período de 05 a 14 de junho de 2010, ocasião em que se comemora o Dia dos Namorados e o Dia de Santo Antônio, famoso santo casamenteiro, portanto a aposta do evento é seduzir namorados, casais e amantes para um final de semana super-romântico na serra regado com uma programação de exibição de filmes de amor imperdíveis. Mas, além deste aspecto turístico e de exibição, outro objetivo do 1º CINEAMOR é fazer com que a região de Nova Friburgo, famosa por sua paisagem serrana e suas locações que inspiram o romance à beira de uma lareira acolhedora, seja palco das produções cinematográficas de curta-metragem que farão parte do escopo do concurso do 1° CINEAMOR. Roteiros para curtas-metragens O 1º CINEAMOR está dividido em dois momentos. O primeiro constitui-se de um concurso de roteiros que será divulgado em âmbito nacional, a partir do dia 24 de outubro, cuja temática ‘o amor’ terá que ser desenvolvido pelos participantes, tendo obrigatoriamente como pano de fundo a cidade de Nova Friburgo. Para esta fase, será composta uma comissão de seleção - um júri especializado que escolherá os três (03) melhores roteiros. Cada finalista receberá um prêmio no valor de R$ 60 mil reais que deverão ser utilizados para a produção do curta. O proponente do CINEAMOR firmará um contrato de patrocínio com o produtor responsável pelo filme, que deverá comprovar experiência prévia e se comprometer a produzir o curta para estreia no Festival. Festival de Cinema O segundo momento do 1º CINEAMOR será a própria realização do Festival de Cinema, que se desenrolará entre os dias 05 e 14 de junho de 2010, em Nova Friburgo. Os três roteiros premiados concorrerão ao prêmio de melhor curta-metragem, avaliados por um júri popular e um júri especializado. A mostra não competitiva constará de aproximadamente 30 filmes emblemáticos da cinematografia mundial e serão divididos em segmentos como: ‘Amor eterno’, ‘Amor bandido’, ‘Amor impossível’, ‘Amor traído’, ‘Amor sabor Brasil’, ‘Amor sexy’ e ‘ Amor sincero’, entre outros. O 1º CINEAMOR conta com o patrocínio da ENERGISA e da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e apoio institucional da Prefeitura de Nova Friburgo. E assim como o proponente, patrocinador e apoiadores apostam não só na promoção de um gênero cinematográfico que já foi uma das maiores bilheterias do cinema, mas também na oportunidade de promover e divulgar o turismo cultural da cidade, aliado ao seu aspecto romântico. Os organizadores não tem dúvida de que o CINEAMOR será uma rica contribuição para a formação de novas plateias e um incentivo a produtores e cinéfilos para voltarem seus olhares para este gênero que sempre encantou as plateias. Nova Friburgo A cidade serrana fluminense foi escolhida para pano de fundo da produção dos curtas-metragens do 1º CINEAMOR por ter qualidades ímpares: ser famosa por suas belezas naturais, ser o principal polo de moda íntima do Brasil e possuir um clima propício a um cenário romântico, justificativas, sem dúvida alguma, ideais para locações cinematográficas. Com a realização do 1º CINEAMOR em Nova Friburgo, novos empregos serão gerados, já que o contrato de patrocínio prevê a utilização de no mínimo 50% de mão-de-obra local nos curtas que serão produzidos. O Festival aposta ainda no aumento do fluxo turístico e comercial, sem falar no fomento de novos talentos no audiovisual e a promoção da cidade que será divulgada onde quer que os curtas-metragens produzidos sejam posteriormente exibidos. A ligação do Festival com a moda íntima, um dos elementos mais sugestivos para tratar do tema amor, deverá também fomentar o setor que vive originalmente da produção e comercialização dos produtos. O Festival, que beneficiará também a rede hoteleira da cidade, está inserido em um conjunto de propostas e ações à dinamização do polo do APL (Arranjo Produtivo Local) de Entretenimento dos distritos de Lumiar, Mury e São Pedro da Serra, trabalhos estes que estão sendo coordenados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico através da Assessoria para o Desenvolvimento da Indústria Cultural.
[Texto: Scheila Santiago - www.culturanf.com.br]
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 11h27
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Em fase de finalização, a revista Quadrante Sul 04 tem como proposta revisitar o universo dos personagens que povoavam os fanzines gaúchos no final da década de 1980. O Caçador, de Marcelo Tomazi, e o Alfa, de Daniel HDR, não poderiam ficar de fora deste revival. Ambos tiveram intensa publicação naquela época e ambos foram engavetados na primeira metade da década de 1990 em prol da profissionalização de seus criadores. Mais material sobre estes e outros personagens pode ser acessado em http://quadrantesul.blogspot.com [por Denilson Reis, Alvorada/RS]
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 19h22
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O Espaço Cultural São Pedro da Serra, no 7º distrito de Nova Friburgo/RJ, inaugurou no dia 17 de outubro a 2ª coletiva de fotos dos amigos do Espaço. A visitação acontece até 13 de novembro de 2009, de segunda a sexta, à tarde; e nos sábados e domingos, das 10h às 20 horas. Entre os expositores estão Carla Delorenci Pinho, Maria Lua, Celso Bonfim, Sérgio Bernardo e Carlos Pinho.
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 11h32
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O que você prefere? Falar sempre o que pensa ou ficar bem na fita com todo mundo? Prefiro expor através das palavras e do verbo minhas verdades, a fazer que não vi, não ouvi, não senti e posar de bonitinho para os olhos das pessoas. À noite, só eu e meu travesseiro, os outros estarão lá fora, quase em outro mundo, despreocupados se durmo bem ou tenho insônia; minha consciência, não, vai estar dentro de mim e não me deixará dormir. Como um carrasco, o mais cruel, me matando aos poucos. [Sérgio Bernardo]
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 11h01
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Duerme, negrita...* O que a latinidade e a arte em prol da igualdade social jamais pensaram que pudesse acontecer, de repente aconteceu: La Negra calou sua voz. “Si se calla el cantor, calla la vida” (“se o cantor se cala, cala-se a vida”), diz um dos versos da poesia musicada que ela nasceu pra espalhar. E a gente naquele 4 de outubro viu que é verdade, ainda que o canto de Mercedes Sosa hoje continue em LPs, cassetes (muitos remanescentes do tempo em que eram gravados de maneira clandestina, nos anos duros da ditadura), CDs ou através da internet. O mundo, já tão pobre de bons cantores e música de qualidade, perde mais um de seus grandes valores. “Duerme, negrita”... que o teu eco está em campo. [S.B.] * Alusão a Duerme, negrito, grande sucesso de Mercedes Sosa
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 18h11
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Assim se ouviu no bonde... Ladeira acima, Marcelo Dolabella de Amorim, o Dola do zine KHneira, comentava com um passageiro interessado em tiras e afins: “O FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de BH) terminou na segunda-feira, 12 de outubro, e o balanço que faço é superpositivo. Muitos contatos, novos parceiros, mais experiência, espírito renovado e até vendas razoáveis para fanzines. Claro que a parte financeira ainda pega, estou na expectativa do Victor do zine Atum, o cara responsável pelo estande, passar as últimas novidades sobre despesas pendentes x prejus pendentes, já que na quarta anterior, dia 7, rolou uma chuva dukacete e inundou nosso estande, assim como os demais. Isso fez com que perdêssemos alguns materiais e ocasionou a diminuição do espaço do nosso estande. Vou esperar pra ver... Mesmo assim, já estou animado e com planos para o próximo, daqui a dois anos. O FIQ este ano foi no Palácio das Artes, o que trouxe mais importância ao festival, pois o local fica num ponto central da cidade e está tradicionalmente relacionado a exposições e grandes shows culturais”. Antes de descer numa curva, Rômulo Ferreira gritou, pra todo mundo ouvir: “Vou lançar meu livro de poesia Color de Luna na noite do dia 24 de outubro, sábado, na Rua do Senado 338, Rio de Janeiro. Reservem seus exemplares pelo tel (21) 7696-2189 ou pelo e-mail outrasdimensoes@gmail.com Não esqueçam: ‘O poeta aponta a Lua, o imbecil olha o dedo’...” E lá se foi, não sem antes escutar o velho motorneiro dizendo que estará lá, se o bonde não desgovernar... Numa estação, entre os passageiros na fila, Hioderman “Zartan” panfletava o seguinte: “O projeto The Metal infecting the world já está na reta final. Em novembro toda a arte (capa, flyers etc) deve seguir para a gráfica. Poucas bandas faltam pôr o ok na sua participação, para que a comp vire realidade. O projeto, levado a efeito na cidade de São José de Ribamar, no Maranhão, pela Anaites Records, conta com o apoio/suporte de vários guerreiros da cena underground, entre eles, o veículo Expresso 2222. Ao panfletar Zartan avisava: “Um time de peso e feeling metálico está contido nesta comp”. [A capa tá sensacional e a comp terá a participação de 13 bandas mostrando o melhor do metal brasileiro. Mais informações: anaiteszdp@gmail.com (S.B.)]
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 18h07
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Com o alerta "Cuidado, vai chover: quadrinhos", o 6º Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) agitou o Palácio das Artes e o Parque Municipal de Belo Horizonte (MG) entre os dias 6 e 12 deste outubro. Entre os trabalhos expostos no estande "Quadrinhos Alternativos", fez boa figura o "KHneira", do Marcelo Dolabella de Amorim — o Dola — que teve até lançamento da edição número 8. A turma do bonde aguarda ouvir mais detalhes do FIQ para passar adiante... Aguardem.
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 22h18
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Project: "the METAL INFECTING THE WORLD - COMPILATION VOL. 02" Após a bem-sucedida jornada da comp, a Anaites Records dá início à procura por bandas ‘sérias’ para o projeto "the METAL INFECTING THE WORLD - COMPILATION VOL. 02". Interessados, escrevam! Bandas undergrounds em suas mais variadas vertentes: Heavy / Thrash / Death / Grind / Crossover / Doom / Dark Metal... A ideia é reunir 80 minutos de músicas em um CD-R. O prazo para finalização desse projeto será nos meses de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, ou até fechar o CD. Esta coletânea terá diversos sites e distros divulgando em diversas partes do MUNDO UNDERGROUND!!! (Em breve serão passados os detalhes destes locais.) Contatos eletrônicos com a Anaites Records: - anaiteszdp@gmail.com - buy@anaitesrecords.com Site: www.anaitesrecords.com Endereço para correspondência: Anaites Records A/C de Hioderman N. Freitas "Zartan" Estrada de Ribamar 270 Vila São José São José de Ribamar/MA CEP: 65110-000
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 22h10
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Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 10h56
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Um blog falando em especial sobre música, autointitulado “página de gostos e implicâncias”, e que pode muito bem ser salvo nos “Favoritos” de qualquer aficionado pela arte dos sons é o http://klaxonsbc.wordpress.com O responsável pelas postagens é Ricardo Queiroz Pinheiro. Há outros temas também, como cinema e literatura, e textos tão oportunos como esse que tomamos como exemplo: Paraíso da literatura sem Biblioteca Pública O que vocês acham de um local que sedia um evento literário há dois anos, o último aconteceu em junho passado: http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/Mantiqueira/index.html, e não possui uma biblioteca pública? Nele existe sim, uma biblioteca comunitária: http://www.bibliotecasolidaria.com.br/ bravamente organizada e mantida pelo bibliotecário Sidnei Pereira da Rosa, sem apoio de nenhuma esfera do poder público. Essa é a situação da bela São Francisco Xavier, subdistrito de São José dos Campos, onde é organizado há dois anos o Festival da Mantiqueira, resposta paulista à FLIP. Não sei se é omissão da Prefeitura de São José dos Campos, do Governo do Estado de São Paulo ou das duas partes. Mas é paradoxal a cidade receber Cristovão Tezza, Milton Hatoun, Moacir Scliar, Alice Ruiz, etc, e não possuir, nem fomentar um espaço público que promova a leitura. Será que “São Paulo Um Estado de Leitores” pensa que uma Biblioteca Pública não é importante no desenvolvimento de ações para a promoção de leitura em uma cidade? Se é assim que pensam as autoridades, ao menos poderiam ser solidários com a Biblioteca Solidária da cidade, que é mantida por doação de particulares. Lembrando que garantir uma ação de fomento à leitura não é só doar livros, mas principalmente investir em mediação da leitura. Fica a sugestão para que os gestores e agentes de leitura do estado reflitam e tomem atitudes sobre essa incoerência. Ah, a cidade é muito bonita e acolhedora! Como visto, vale muito a visita ao Klaxonsbc.
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 16h40
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Ensaio sobre a poesia “POEMA GOSPEL”, de Rogério Salgado por Leonardo Vieira Rodrigues* Neste ensaio teremos como batalha a tentativa de interpretar o poema do poeta carioca e mineiro de residência Rogério Salgado. Poeta que vive a poesia intensamente, pela sua luta do espaço que por excelência é da poesia; falo isso porque entre os gregos (base de nossa civilização) esta tinha uma função religiosa, o poeta era uma espécie de profeta. Função perdida quando Logos racional, ou seja, quando a tekné poietica buscou definir as coisas numa instância metafísica, donde o principio de identidade característica típica da Grécia clássica direcionou os rumos de ocidente via filosofia. Isso acontece quando Platão busca reconstituir uma cultura que estava em decadência, ou seja, a cultura grega, porém negando a coisa mais grega: a arte. Mas isso é um assunto longo, vamos focalizarmos na questão da poesia, e a sua devida importância. Ora, quando o fabuloso mundo mítico, imaginativo e narrativo da Grécia Arcaica cujo Homero e Hesíodo que são grandes referenciais deste período; lembrando que estes eram poetas e base de uma educação desse período. A poesia tinha o seu lócus primeiro, perdida, para dar lugar ao sentido do ser na investigação sobre a verdade. Entretanto pode-se pensar que ainda assim a poesia tem este lugar que era seu antes da Grécia Clássica. E na contemporaneidade ela (poesia) talvez comporte o lugar na propaganda televisiva, sociedade fruto da reprodutividade técnica, como irá dizer Walter Benjamim, fruto do advento tekné cientifica, onde o poder tecnológico é um dos modos de poder da nossa atual sociedade. Entretanto, para que a sociedade da tecnologia pudesse se desenvolver, esta contou com a ajuda da religião, pois esta teve que acompanhar o novo modo de encarar o mundo, isso fica implícito com Max Weber em seu livro A ética protestante e o capitalismo; com isso temos hoje uma sociedade cuja função é o consumo daquilo que é produzido, ou seja, vivemos o império do consumo, do utilitarismo, do qual qualquer coisa que não passe por este crivo é desconsiderada. E por mais que a nossa sociedade atual rejeite o lugar que é próprio da poesia, vários poetas atuais têm lutado para que tal realidade tão superficial, tão presa ao âmbito da técnica, lutam como oposição, como defesa de uma outra realidade da mesma. Entre esses poetas temos Rogério Salgado, escritor de vários livros, entre eles Quermesses, com vários poemas belíssimos, das quais tirei o Poema Gospel para comentar. Este poema é assim escrito: — Façam suas ofertas, senhores! — Vamos chegando, madame! — Menina bonita não paga mas também não leva! — É vinte, é trinta e cinco! — Dou–lhe uma, dou–lhe duas Dou–lhe três! — Vendido aqui pro cavalheiro... (SALGADO, Rogério.2009.pág.34.)¹ Nos versos deste poema vemos implicitamente uma critica aos templos religiosos, de nossa contemporaneidade, que abraçaram o projeto capitalista; do qual o espaço para o cultivo da fé perde lugar para tornar-se uma espécie de bolsa de valores onde aquele que predispõe a doar mais dinheiro para o templo tem terreno maior no céu. Realçam o espírito da modernidade e da contemporaneidade com o seu vínculo fortemente entrelaçado com o princípio da sociedade privada. O que se percebe é que os modos públicos de convivência na atualidade estão permeados, contaminados pela lógica do consumo, pelo utilitarismo, cujas características são modos típicos da sociedade da técnica. O homem se vê entregue às novidades da tecnologia, é escravizado pelas reações econômicas dos grandes quartéis financeiros. É, tal como os outros redutos institucionais da sociedade, o espaço religioso por mais que tenha em seu discurso a preocupação cujo dever primeiro é com o cuidado da alma. O que tem na verdade em seu discurso é uma forma de poder – saber cuja função principal é rebanhamento de fiéis, pessoas cansadas da falta de perspectiva que o grande circo capitalista tem oferecido. Este espaço é também um ambiente pedagógico onde se professar um além mundo, lugar da verdade não encontrada neste mundo. Assim, os fiéis destes templos religiosos são educados para serem bons funcionários de seus empregos, a serem bons fiéis; ou seja, não se deve agir de forma contrária ao que está estabelecido dentro das normas morais preconizadas pela nossa sociedade disciplinar como irá dizer o filósofo Michel Foucault. Neste fluxo crítico de uma sociedade dominada pela comercialização de tudo, inclusive da fé, que nasce a interpretação do pequeno grande poema de Rogério Salgado, que ironiza perfeitamente como estão sendo utilizados atualmente os espaços religiosos. Estes versos aqui comentados só evidenciam o lugar primeiro da poesia, como forma de expressão da verdade subjetiva, lugar este já comentado por Heidegger. Visto que Poema Gospel nos faz repensar o espaço da fé, da religiosidade, que tem misturado os valores da religião com os dos grandes centros comerciais. * Leonardo Vieira Rodrigues é filósofo, poeta e crítico, pesquisador e professor de ensino médio e fundamental.
Escrito por Assim se ouviu no bonde... às 10h04
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